Saneamento básico e a Despoluição Baia Norte – Poluição dos ecossistemas urbanos e o caso da Baía Norte de Florianópolis

Saneamento básico e a Despoluição Baia Norte – Poluição dos ecossistemas urbanos e o caso da Baía Norte de Florianópolis

 A poluição dos corpos d’água por esgoto bruto pode causar a reprodução exagerada de microrganismos e algas, que resulta no decaimento da concentração de oxigênio dissolvido na água. Consequentemente resulta na mortandade de peixes e demais organismos presentes no meio. Além disso, os patógenos presentes no esgoto não tratado também podem afetar a saúde humana.

      Muitas cidades brasileiras vêm enfrentando problemas devido à falta de coleta e tratamento adequado do esgoto sanitário, bem como ligações irregulares de esgoto nas redes de drenagem. Evidentemente há falta de fiscalização e investimento público no saneamento básico. No entanto, em relação às ligações irregulares (que se pode indicar como um dos principais causadores de poluição nos ecossistemas de Florianópolis), o principal responsável é o proprietário que lança o seu esgoto sem o tratamento adequado nas redes que deveriam receber exclusivamente águas da chuva, ou nos corpos receptores que deveriam receber efluente somente tratado. Quem caminha diariamente na beira-mar norte percebe o mau cheiro nas muitas saídas de drenagem do centro da cidade, indicando claramente a presença de esgoto clandestino. Tal situação é um grande prejuízo para Florianópolis, não só no desperdício desse ambiente que poderia estar sendo usado para recreação e turismo, mas também acarreta um risco para aqueles que entram em contato direto com esta água e que consomem frutos do mar provenientes do local.

Uma proposta pela Prefeitura de Florianópolis em parceria com a CASAN em que se prevê a despoluição de parte da baía norte de Florianópolis de maneira a enquadrar a região nos padrões de balneabilidade.

   Na última semana foi apresentada a propsota. Não é novidade para os habitantes da Ilha de Santa Catarina que o local há muito tempo está poluído, aliás, poucas são as pessoas que presenciaram a baía limpa. Contudo, tal situação está prestes a mudar. Segundo a CASAN e a Prefeitura, será instalada uma unidade de tratamento que receberá as águas provenientes de todas as saídas das redes de drenagem. O projeto tem como objetivo a despoluição do trecho de 3,5 quilômetros entre a Guarnição de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar até a Ponta do Coral. Veja reportagem: 

       Conforme descrito na matéria, tecnologia semelhante de tratamento das águas pluviais já é usada em outras cidades e possui eficiência comprovada. Mesmo o projeto sendo algo positivo para a cidade, existem outras localidades do município que vêm crescendo rapidamente nos últimos anos e carecem de saneamento, Consequentemente em pouco tempo vão apresentar problemas semelhantes. A crítica fica no sentido de que o saneamento é parte da infraestrutura mínima para receber os habitantes, sendo assim, deve-se voltar a atenção a áreas com elevada expansão urbana, para que a mesma situação não se repita.

FONTE: ND ONLINE

2017-10-31T11:49:55+00:00 21/10/2017|Notícias|